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Todos os anos, muitas pessoas tentam subir a montanha mais alta do Japão, o Monte Fuji, com 3.776 metros de altitude. A temporada de escalada do Monte Fuji é curta, então é necessário planejar com antecedência e se preparar, pois não é uma escalada muito fácil. Normalmente a temporada começa no início de julho e termina no início de setembro. Mesmo sendo verão no Japão, a temperatura é muito baixa no topo do Monte Fuji. Este ano (2018) a maioria das trilhas abriram dia 10 de julho e vão fechar dia 10 de setembro.

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Eu subi com uma amiga, nos dias 14 e 15 de julho. Resolvi subir nesta data pois dia 16 era feriado no Japão (dia do mar), então eu teria um dia a mais para descansar. Mas recomendo subir durante a semana, pois durante os fins de semana e feriados o número de pessoas subindo o Monte Fuji aumenta muito. O tempo no Monte Fuji varia bastante, então se você realmente quiser subir, talvez seja bom planejar uns dias extras para não perder a chance. No começo de julho ainda chove muito (tsuyu) e depois de agosto os tufões são mais frequentes, impossibilitando a subida. Nós tivemos a sorte de pegar um dia sem chuva e com pouco vento. Mesmo assim eu passei frio no topo do Monte Fuji.

TRILHAS

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As trilhas principais são: Trilha Yoshida, Trilha Fujinomiya, Trilha Subashiri e Trilha Gotemba. A trilha mais utilizada é a trilha Yoshida, que fica na província de Yamanashi. As outras trilhas ficam no lado da província de Shizuoka.

TRILHA YOSHIDA

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É a mais famosa e mais “fácil”. É recomendada para iniciantes pois a trilha é bem equipada com casas de descanso (yamagoya), banheiros, centros de apoio, etc. É possível ver o sol nascer de qualquer parte desta rota, então quem não conseguiu subir até o topo ou quem resolveu evitar a multidão antes do sol nascer pode ver a bela paisagem de onde estiver.

É necessário cerca de 6 horas para subir e 4 horas para descer, sem incluir as pausas para descanso e o congestionamento das trilhas. Quem vai para ver o sol nascer, normalmente para no oitavo ponto (hachi gome) 1:30 da manhã. Mas como é muita gente partindo no mesmo horário, eu recomendo partir 0:30, pois tem muito congestionamento pelo caminho e é quase impossível avançar, pois o caminho é estreito.

Na descida, é importante prestar atenção para não errar o caminho, pois no oitavo ponto (hachi gome) a trilha é dividida em dois caminhos, um para a Trilha Yoshida e outro para a Trilha Subashiri, que chega em um ponto diferente da montanha.

TRILHA FUJINOMIYA

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A Trilha Fujinomiya começa em uma altitude mais alta e chega no ponto mais alto do Monte Fuji. Então quem quer chegar ao ponto mais alto em menos tempo pode tentar subir por este caminho. Tem menos casas de descanso do que a Trilha Yoshida e é a segunda trilha mais utilizada para a escalada do Monte Fuji.

TRILHA SUBASHIRI

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Esta trilha possui paisagens diferentes das outras, incluindo muita vegetação no início da trilha. O nascer do sol também pode ser visto de qualquer parte da Trilha Subashiri.

TRILHA GOTEMBA

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A Trilha Gotemba tem poucas casas de descanso e é recomendada para pessoas mais experientes. Eu não sei o que eu tinha na cabeça na época, mas 9 anos atrás, quando eu estava no ensino médio, eu subi com uns amigos por esta trilha, por ser a mais difícil. Eu quase desisti, mas uma equipe de autodefesa do Japão (jieitai) estava subindo também e me ajudou, carregando a minha mochila. Agora eu sei que é preciso ter muito preparo físico para subir por esta trilha e não recomendo para iniciantes.

OHACHIMEGURI (Uma volta pela boca do vulcão)

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Desta vez não deu tempo para dar a volta pela boca do Monte Fuji. Parece que a caminhada dura cerca de uma hora e meia. E como precisamos de muita energia para descer o Monte Fuji, é recomendado dar a volta somente se estiver com condições físicas muito boas. Um dia eu quero tentar.

GORAIKO (Nascer do Sol)

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Ver o sol nascer do topo do Monte Fuji é um dos momentos mais esperados. A maioria das pessoas começam a subida no fim da tarde, chegam a noite no ponto oito (hachi gome), descansam um pouco e de madrugada partem para o topo da montanha para ver o sol nascer. É um momento único e o sentimento de realização é indescritível. Como muitas pessoas tentam chegar no topo um pouco antes do sol nascer, a trilha acaba congestionando e acabamos demorando muito para chegar ao topo. E como é muito frio lá em cima, recomendo ir bem agasalhado.

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DESCIDA

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Para a maioria, a descida é a pior parte, pois machuca os pés e as pernas. Mesmo com botas de trekking os meus pés ficaram doendo muito. E se você subir de madrugada, você não enxerga o caminho, mas ao descer já está claro e parece que a trilha não acaba.

O QUE LEVAR

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O tempo muda muito no Monte Fuji, então é muito importante estar preparado para todas as ocasiões. Como é verão no Japão, a temperatura passa dos 30ºC, mas no topo da montanha a temperatura chega aos 0ºC. Uma hora o céu pode estar limpo, mas logo podem surgir uma névoa e começar a chover e ventar bastante.  

  • Mochila de cerca de 25 litros
  • Roupa de ginástica
  • Jaqueta e calça corta vento (se possível impermeável)
  • Tênis bom e confortável (de preferência botas de trekking de cano alto)
  • Boné e touca de inverno
  • Capa de chuva
  • Luva
  • Meias (é bom usar mais de uma meia, para não machucar o pé)
  • Protetor solar
  • Água (1.5 – 2 litros) (é possível comprar no caminho, mas é caro – cerca de 400 ienes)
  • Comida (barras de cereal, chocolate, etc – alimentos que dão energia)
  • Dinheiro (trocado para banheiro, cerca de 200 ienes por vez)
  • Celular, câmera e bateria extra
  • Lanterna (lanterna de cabeça é a mais prática)
  • Saco de lixo (não tem lugar para jogar o lixo, temos que levar tudo de volta)
  • Óculos de sol
  • Remédios e kit emergência

É bom levar também lenços comuns e lenços umedecidos. Tem papel higiênico nos banheiros, mas lenços são sempre úteis em qualquer situação. É recomendado usar capacete, pois é comum ter acidentes com queda de blocos, mas não vi ninguém usando. O bastão de trilha também é útil, principalmente para diminuir a carga das pernas. É possível comprar o bastão de madeira do Monte Fuji, serve como recordação da escalada também.

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Logo depois da escalada muitas pessoas seguem direto para o onsen (águas termais) para tomar um banho e relaxar. Mas para quem não gosta de onsen, eu também vi lugares para tomar uma ducha rápida, mas achei muito caro (1.000 ienes para 4 minutos de ducha).

COMO CHEGAR NO MONTE FUJI (GO GOME)

É possível ir de avião, trem, ônibus, carro, bicicleta, etc. É bom pesquisar com antecedência o meio mais fácil, barato e confortável. Eu recomendo ir de ônibus, pois é fácil, barato e menos cansativo. Não é possível estacionar o carro no GO GOME, onde a maioria das pessoas começam a escalar. Também existem muitas agências de turismo que organizam o passeio, alguns com guias e alguns somente com o transporte.

CASAS DE DESCANSO (YAMAGOYA)

A maioria das casas de descanso são reservadas com antecedência, então o jeito mais fácil de reservar é fechando um pacote com uma agência de turismo. Muitas pessoas acabam descansando fora das casas de descanso, mas é muito frio e desconfortável, principalmente se estiver chovendo. Normalmente as casas de descanso tem sacos de dormir em quartos compartilhados e como tem muita gente entrando e saindo, é muito barulhento e é difícil de dormir. Mas é bom para descansar as pernas, arrumar a mochila e comer, para terminar a escalada sem problemas.

A hospedagem custa cerca de 7.000 ienes. Achei uma página em japonês com as informações e contato de cada casa de descanso (link aqui). Algumas casas podem ser reservadas pela Internet. A maioria também serve refeições.

TAXA DE CONSERVAÇÃO

Não é obrigatório pagar, mas recentemente uma taxa de conservação de 1.000 ienes começou a ser cobrada, para manter o Monte Fuji limpo e conservado. Esta taxa pode ser paga antecipadamente ou nas entradas da montanha.

MINHA CONCLUSÃO

Subir no Monte Fuji é muito cansativo, mas vale muito a pena. Se possível, recomendo começar a se preparar fisicamente meses antes da subida. Mas acho que o mais importante é descansar bem no dia anterior à escalada. Muitas pessoas começam subir no fim da tarde, sem ter dormido direito no dia anterior. Além de ser muito cansativo, a probabilidade de sentir o mal de altitude (kouzanbyou) só aumenta. Parece que cerca de metade das pessoas sofrem com o mal da altitude e nesses casos a melhor opção é descer, pois os sintomas só pioram em altitudes mais altas. E recomendo pesquisar bastante, para ir o mais preparado possível.

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Se tiver alguma pergunta ou sugestão, etc., fique à vontade 🙂

Você também pode me enviar um email: backpackandme1@gmail.com

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