TRILHA INCA EM JANEIRO! – MACHU PICCHU, PERU (CAMINO INKA)

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TRILHA INCA EM JANEIRO! Escrevi “janeiro” no título, simplesmente porque a maioria dos blogs dizem para não fazer a trilha em janeiro, devido ao tempo chuvoso. Mas como não devemos confiar no que dizem na Internet, eu resolvi não dar bola aos blogueiros e fui em janeiro mesmo (haha). E foi demais. Claro, se você for em janeiro e achar péssimo, não vai me culpar, cada pessoa tem uma experiência diferente. Eu só fui em janeiro porque tinha planejado o mochilão para essa época e como queria muito conhecer Machu Picchu, tive que incluir na lista de lugares para visitar. E não tem graça ir para Machu Picchu sem fazer uma dessas trilhas. Mas claro, essa é a minha opinião também. A trilha é muuuuuuito cansativa, então para quem não gosta de sofrer no meio do mato, deve conhecer Machu Picchu do jeito tradicional, de trem e ônibus.

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Existem outras trilhas para chegar em Machu Picchu, como a Salkantay, que dura cerca de 5 dias. Para quem não quer andar muito, mas quer fazer uma trilha durante a visita à Machu Picchu, pode fazer a trilha de Huayna Picchu, que leva cerca de 2 horas e meia, ou a trilha até Inti Punku (Porta do Sol), que também leva cerca de 2 horas e meia.

Eu escolhi a tradicional Trilha Inca (Camino Inca, ou Camino Inka). É uma trilha de 4 dias e 3 noites, que passa por diversas ruinas e caminhos utilizados pelo povo inca muitos anos atrás. Como fui um janeiro, choveu bastante, então o poncho que levei foi muito útil. Claro, é importantíssimo ir com uma bota para hiking bem confortável e a prova d’água. Não tem chuveiro pelo caminho, então é bom carregar lencinhos umedecidos também. Depois vou fazer um post só sobre essas dicas sobre o que levar para a trilha. Pela agência que fechei o pacote, tinha até água quentinha para lavar o rosto e para relaxar os pés. Dormir em um lugar desses foi uma sensação única!

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Fiz a trilha com a Condor Travel, uma agência tradicional muito confiável. No começo fiquei com um pouco de medo de reservar com antecedência, pois era um valor muito alto. As avaliações sobre a agência eram boas, então reservei logo, para não perder a vaga. As trilhas fecham em fevereiro para manutenção e porque é a época que mais chove na região. Eu consegui uma vaga no último grupo de janeiro. Paguei 815 dólares pelo pacote, incluindo todo o equipamento de acampamento, comida, cozinheiro, guia, carregadores de bagagem, transfer de ida e volta, trem de volta, etc., muito completo. Eu achei muito caro, mas valeu a pena com certeza. Muitas agências cobram mais barato, mas depois você acaba pagando para alguém carregar uma parte da sua bagagem, etc. Fazer a trilha com pouco peso já é difícil, imagina com barracas e comida nas costas! Valeu a pena também pela comida, que era deliciosa e pelo equipamento, muito confortável e quentinho.

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PRIMEIRO DIA!

No primeiro dia, o guia vem nos buscar no hostel logo cedo e vamos até o Km 82, onde começamos a trilha. Podemos deixar uma mochila (disponibilizada pela agência) de até 5 kg, com roupas. Carregamos em nossas mochilas somente o que vamos utilizar durante a caminhada do dia, como água, lanchinhos, protetor solar, toalhinha, câmera, etc. O primeiro dia é bem leve, para ir acostumando. É uma caminhada de cerca de 12 km de Cusco (km 82) até Huayllabamba, onde passamos a primeira noite, A altitude máxima é de 2.943 metros. O meu grupo era formado de um guia bilíngue, cozinheiro, 7 carregadores de bagagem (sim, 7! Eles são incríveis, carregam muito peso e montam todo o acampamento todos os dias), e um casal que veio do Alasca, de cerca de 60 anos. Foi um grupo muito legal.

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SEGUNDO DIA!

Logo cedo nos acordam com uma xícara de chá de coca bem quentinho, para diminuir os efeitos da altitude.

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Arrumamos as nossas coisas e tomamos um café da manhã completo, pois o segundo dia é mais pesado. É no segundo dia que passamos o ponto mais alto da trilha, a montanha de Warmiwañusca, com 4.200 metros de altitude. E andamos até Pacaymayo, o nosso próximo acampamento. Esse é um dia muito cansativo, principalmente por causa da altitude. Temos que subir por caminhos de pedra e terra, andando por cerca de 7 horas. Em uma parte, eu dava alguns passos e tinha que parar para respirar, com a altitude alta me faltava muito oxigênio. Mas era uma sensação incrível, andar no meio da natureza, observando os vales e os pássaros.

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TERCEIRO DIA!

O terceiro dia também foi bem puxado, andamos por cerca de 8 horas. No terceiro dia passamos pelo segundo ponto mais alto da trilha, Runcuracay, com 3.900 metros de altitude. O terceiro ponto mais alto é Phuyupatamarca, com 3.800 metros de altitude. Nesse dia sentimos mais o cansaço acumulado e os joelhos, pois é uma trilha com muitas descidas. Como choveu a maior parte do tempo, descíamos com muito cuidado para não escorregar.

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Encontramos lhamas selvagens também! Elas estão acostumadas com pessoas, então nem ligam para a gente.

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QUARTO DIA!

Último dia!!! É o dia em que finalmente chegamos a Machu Picchu. Neste dia andamos somente cerca de 2 horas, mas o cansaço acumulado e as dores musculares dificultam um pouco a caminhada. Acordamos bem cedo, para chegar ainda pela manhã em Machu Picchu. Tivemos muita sorte, pois choveu muito nos primeiros três dias, mas no último dia o sol resolveu aparecer e conseguimos ver a famosa paisagem, sem nuvens cobrindo ela.

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Depois de chegar em Machu Picchu, andamos pelas famosas ruínas que quando foram descobertas estavam cobertas de árvores e mato. Passaram anos limpando o local para poder ver o que realmente tinha lá. Muitas partes foram reconstruídas, colocaram escadas para os turistas passarem, etc. Chegando em lá ficamos muito felizes por andar por um caminho plano, sem pedras nem subidas, pois a trilha é repleta de subidas e descidas, com pedras por toda a parte.

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Machu Picchu é lotada de turistas, com grandes grupos por toda a parte. O que era para ser o ponto mais esperado da viagem acabou virando somente um lugar qualquer, comparado com a experiência que tivemos na trilha. Foram 3 dias de caminhada intensa pelas montanhas, algo indescritível. Voltei muito cansada, mas com uma sensação ótima de missão comprida. Carimbei o meu passaporte e tirei fotos clássicas de turista. Em Aguas Calientes resolvi fazer uma massagem para relaxar. Foi ótimo, super recomendo fazer depois da trilha. Principalmente porque consegui tomar um banho, estava precisando haha. De lá peguei o trem de volta para Ollantaytambo. É um trem muito confortável, com lanche e bebidas.

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Chegando em Cusco fui correndo para o hostel arrumar as minhas coisas, pois iria pegar o ônibus noturno no mesmo dia para Copacabana, Bolívia (onde fica o lago Titicaca). Outra decisão doida, pois estava super cansada e com o corpo dolorido. Dormi o caminho todo, cerca de 10 horas de ônibus até Copacabana. De lá fui para Isla del Sol, uma ilha muito bonita, no lago Titicaca. Vou escrever sobre Isla del Sol no próximo post 🙂

 

Valle Sagrado: VALLE SAGRADO, CUSCO, PERU EM JANEIRO (PORT)

TOP 10 deste mochilão: TOP 10 – LUGARES/EXPERIÊNCIAS DO MEU MOCHILÃO PELA AMERICA LATINA

Quanto gastei neste mochilão (resumo): MOCHILÃO PELA AMÉRICA LATINA! ~RESUMO~

 

Se tiver alguma pergunta ou sugestão, etc., fique à vontade 🙂

Você também pode me enviar um email: backpackandme1@gmail.com

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