Havana, Cuba – Primeiros passos

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VAI PRA CUBA!!! Sim, vá mesmo 🙂

Havana foi a primeira cidade do meu mochilão, não estava nos meus planos iniciais, mas resolvi incluir depois de ouvir e ler depoimentos sobre este país, com um sistema político muito diferente do que estamos acostumados. Como Cuba está mudando rapidamente nos últimos anos e deve mudar mais ainda nos próximos, resolvi incluir neste mochilão, para ter a oportunidade de conhecer este país, que para mim era muito “misterioso”. Então, se você quer conhecer Cuba, sugiro que não demore muito para ir também.

Comecei a escrever sobre o visto, ou “tarjeta de turista”, mas percebi que o texto ficaria muito longo. Vou escrever em outro post sobre isso.

Havana, Cuba

Cheguei em Havana meio perdida, estava nervosa, animada, me sentindo livre, feliz por estar realizando um sonho e com medo que alguma coisa desse errado, pois não sabia o que iria encontrar por lá e era a primeira cidade deste mochilão.

Troque o dinheiro na chegada!

Ao chegar no Aeroporto Internacional José Martí, a primeira coisa que fiz foi trocar dinheiro. Tinha lido em um blog que a melhor moeda para levar à Cuba seria o Euro, pois ao trocar dólares americanos temos que pagar uma taxa de 10%, no final acabei levando mais dólares e saí perdendo. Em Cuba, existem duas moedas, o CUC e o CUP. O CUC é o peso cubano conversível, utilizado em diversos setores, principalmente no turismo. O CUP é a moeda nacional, normalmente é o dinheiro que os cubanos recebem e utilizam para as compras do dia a dia, então como turista, ver essa moeda é um pouco raro.

CUC Havana, Cuba

E como diferenciar as duas moedas? As notas acima são os pesos conversíveis, ou CUC. Podemos ver que está escrito “pesos convertibles”, e as imagens são de monumentos e estátuas. Já na moeda nacional, ou CUP, as imagens são de heróis nacionais, como Che Guevara, José Martí, Camilo Cienfuegos, etc. Eu não troquei nem recebi nenhum CUP, mas parece que os cubanos recebem os salários em CUP e utilizam para pagar as contas e comprar alimentos em locais como a foto abaixo. O valor do CUC é o mesmo do dólar americano e vale cerca de 25 CUP.

CUC Havana, Cuba

Transporte

Depois de trocar o meu dinheiro, fui ver quanto custava para ir ao centro de táxi, eram 25 CUC (25 dólares). Achei muito caro, então esperei alguém para dividir o táxi comigo. Existem muitos mochileiros sozinhos viajando por aí e a maioria não quer gastar muito dinheiro, como eu e logo apareceu uma menina da Nova Zelândia, dividimos o táxi e cada uma pagou 15 CUC. Ela queria esperar mais uma pessoa, para ficar mais barato, mas o cara que organiza os táxis disse que não era para esperar, pois mesmo com uma terceira pessoa o valor para cada um seria 15 CUC, o que não achei justo, mas como não adiantava discutir com ele, nós pegamos o táxi e seguimos para as nossas acomodações.

Hospedagem e acomodações em Havana, Cuba

A garota da Nova Zelândia me disse que já estava viajando pelo mundo por cerca de meio ano, eu disse que tinha acabado de começar o meu mochilão. E ela ia ficar em um hostel, eu não sabia que existiam hostels em Cuba, e não é que tinha! Como tinham me falado que eu teria que reservar uma casa particular, eu nem pesquisei hostels. Paguei mais caro (30 CUC por noite), mas foi bom ter ficado em uma casa particular, um apartamento comum que os cubanos alugam para os turistas, pois tive a oportunidade de ver como os cubanos realmente vivem. Foi bem interessante cumprimentar pessoas no elevador, por exemplo. Mas para não precisar trocar mais dinheiro e tentar economizar mais, cancelei o último dia e fiquei em um hostel (10 CUC a diária). Lá encontrei mais mochileiras viajando sozinhas.

Casa particular reservada em Havana, Cuba

Na foto acima está a sala de estar da casa particular onde fiquei.
Para reservar quartos, basta entrar no site (www.yourcasaparticular.com) e reservar, foi bem simples,  lá também você pode conferir uma breve história de como surgiram esse tipo de aluguel de casas.
Na foto abaixo, a vista da janela de onde estava hospedada.

Vista de onde estava hospedada em Havana, Cuba

Como usar a internet

Cheguei à tarde e não tinha wifi no apartamento, mas eu já havia avisado a minha família que se eu não entrasse em contato é porque não tinha Internet e que entraria em contato assim que fosse possível, eu não tinha a mínima ideia de como iria conseguir usar a Internet em Cuba. Quando fui comprar a minha janta, perguntei à moça onde eu poderia usar wifi, ela apontou para fora e disse “ali.” Realmente, vi muitas pessoas no celular, sentadas nos banquinhos da praça. Tentei conectar o meu celular à Internet mas não consegui, então resolvi voltar para o apartamento, pois ainda não tinha baixado o aplicativo de mapas offline e estava com medo de me perder (sim, sou muito perdida…). Mas, para a minha sorte, a dona do apartamento onde eu estava hospedada trabalhava na Etecsa, empresa de telecomunicações de Cuba. Como ela não pode me receber no apartamento, ela me pediu para passar na empresa no dia seguinte.

Então, no dia seguinte, logo cedo saí em busca dessa tal empresa. Eu tinha o endereço em mãos, mas não sabia muito bem onde era, tinham me falado para pegar um taxi, mas resolvi ir andando. Foi uma boa caminhada, de Habana Vieja até Centro Habana. Perguntei o caminho para algumas pessoas e fiquei muito feliz em conseguir me comunicar em portunhol haha. Chegando lá conheci a dona do apartamento, ela era chefe de algum departamento da empresa, muito simpática, me recebeu bem e me mostrou como usar a Internet, é só comprar um cartão como o da foto abaixo. Comprei logo o cartão de 5 horas (existem outros para menos tempo de uso), paguei 5 CUC. Com esse cartão é só acessar com o número de usuário e senha, em qualquer lugar com wifi. Normalmente praças públicas e hotéis têm acesso aberto ao público.

Cartão para o uso de internet em Havana, Cuba

ETECSA para conseguir internet em Havana, Cuba

Em vários lugares vi lojas da Etecsa, normalmente com fila, suponho que todos que querem usar wifi vão à estas lojas comprar os cartões de acesso. Parece que existem vendedores ambulantes também, então é bom tomar cuidado para não cair em algum golpe, o mais seguro é comprar diretamente da Etecsa.

Sempre quando estiver andando e ver várias pessoas paradas utilizando o celular é porque tem wifi, como na praça da foto abaixo. Em grandes hotéis o acesso também é garantido, você pode parar em frente ao hotel e utilizar o wifi sem perigo algum, Cuba é um país muito seguro, nunca ouvi relatos de furtos, etc.

Praça com wifi em Havana, Cuba

Dicas de passeio e como saber onde ir

A primeira coisa que fiz após comprar o cartão de Internet foi baixar o aplicativo Maps.Me que é um aplicativo de GPS offline. Devia ter baixado antes da viagem, mas tinha me esquecido. Foi muito útil, com o aplicativo eu conheci a cidade inteira a pé sem me perder.

Havana, Cuba

Outra dica que a menina da Nova Zelândia me deu: você pode reservar os ônibus e passeios no Hotel Plaza. Existem outros lugares e agências, mas achei mais fácil ir ao hotel, pois também era perto do meu apartamento.

Dentro do hotel tem a agência de viagens Cubanacan, onde reservei o bate-e-volta para Varadero e o ônibus para Trinidad. Lá também é possível trocar dinheiro, li em um blog que não é bom trocar em hotéis, pois a taxa de câmbio não é boa, mas na agência o valor estava bom, então acabei trocando, para não ter que procurar por uma agência de câmbio (cadeca). Os ônibus saem e chegam no hotel.

Reserva de passeio em Havana, Cuba

Refeições

O próximo passo foi procurar por supermercados, o que foi muito difícil, pois os supermercados são muito pequenos e não tem muita opção. Os cubanos recebem alimentação básica e complementam esse kit com outras compras.

Na minha primeira tentativa de compra eu só consegui comprar água, biscoito, macarrão e sardinhas ao molho de tomate (não achei outro tipo de molho). Em outra caminhada pela cidade achei um shopping center, onde comprei cereal, leite e outro tipo de molho. Comi macarrão por 3 dias e já não aguentava mais.

Refeição em Havana, Cuba

Em restaurantes bons, as refeições custavam pelo menos 20 CUC, mas achei lugares onde um prato custava cerca de 5 CUC também.

Refeição em Havana, Cuba

Este post ficou mais comprido do que imaginava. Vou escrever sobre os lugares que visitei no próximo texto.

Havana é uma cidade com muita história e o mais importante: é bom para quem quer vivenciar um sistema diferente no nosso e aprender com os moradores de lá o que é a Cuba. Não é possível somente imaginar como é o país, com base no que lemos em livros ou na Internet, eu vi muita “pobreza”, mas não vi nenhum morador de rua, passando fome. Escrevi pobreza entre aspas, pois definir pobreza não é tão simples. Lá não tem muita opção de lazer e luxo para a população, muitas casas e ruas parecem abandonadas, mas tem educação, saúde, moradia e comida para todos, o que talvez seja a maior riqueza deste país. Também vi como é seguro andar pelas ruas, muitas pessoas tentaram falar comigo e oferecer serviços de táxi, por exemplo, pois sabem que eu sou estrangeira. Mas fora isso, não me senti ameaçada.

Havana, Cuba

Quer saber quanto eu gastei com esse mochilão? Visite o meu último post: Mochilão pela América Latina! ~RESUMO~

Próximo post: O que fazer em Centro Habana e Habana Vieja.

Se tiver alguma pergunta ou sugestão, etc., fique à vontade 🙂

Você também pode me enviar um email: backpackandme1@gmail.com

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